Resposta curta
Um filme publicitário custa a soma de pré-produção, diárias de filmagem, elenco e direitos de uso, pós-produção e custos de veiculação, como a CONDECINE para TV. O nível de produção decide o resto: um filme de equipe enxuta, numa locação e para o digital, e uma produção completa para campanha nacional na TV são projetos de natureza diferente.
Em resumo
- O orçamento se lê por etapa: pré, filmagem, elenco e direitos, pós, veiculação.
- Número de diárias, tamanho do elenco e alcance da veiculação explicam a maior parte da diferença entre dois filmes de 30 segundos.
- Cachê de elenco depende de tempo de exploração, veículos e praças, que a lei manda constar do contrato.
- Para TV, entra a CONDECINE, recolhida por segmento e devida a cada 12 meses. A IA já entra na pré e na pós, com direção humana.
Como se divide o orçamento de um filme publicitário?
Pedir orçamento de uma reforma e receber só um número, sem saber o que há em cada etapa, é o que costuma acontecer com quem compra audiovisual pela primeira vez. Por trás desse número há etapas com lógicas de custo muito diferentes, e é mais fácil conversar sobre elas separadamente. Vale pedir que a produtora explique por escrito o que entra em cada uma — roteiro, diárias, edição, cor, rodadas de revisão — antes mesmo da reunião de orçamento. Assim o cliente sabe exatamente o que está contratando, em vez de comprar uma coisa abstrata.
- 01Pré-produção
Roteiro técnico, storyboard, casting, locação, arte, reunião de pré-produção (PPM).
- 02Filmagem
Diárias com equipe, câmera, luz, maquinaria, arte, figurino, alimentação e transporte.
- 03Elenco e direitos
Cachês, tempo de uso da imagem, locução, trilha.
- 04Pós-produção
Montagem, cor, finalização de som, VFX e versões.
- 05Veiculação
Masters para cada canal, registro e CONDECINE quando há TV.
Na pré e na filmagem, o custo cresce com tempo e gente. No elenco e nos direitos, cresce com alcance: mais praças, mais meses, mais veículos. Na pós, com a quantidade de versões e a complexidade dos efeitos. Na veiculação, com os canais escolhidos.
O que muda de uma locação simples para uma campanha nacional?
A diferença não está na duração do filme. Dois comerciais de 30 segundos podem estar em níveis de produção completamente distintos. O que muda é o tamanho da equipe, o número de diárias e o alcance da veiculação.
| Item | Locação simples, digital | Campanha nacional, TV |
|---|---|---|
| Diárias | Uma, numa locação só | Várias, com locações e cenografia |
| Equipe | Enxuta, funções acumuladas | Departamentos completos: arte, figurino, maquinaria |
| Elenco | Poucas pessoas, uso restrito | Protagonistas e figuração, uso nacional por período maior |
| Pós | Montagem, cor, som | VFX, finalização para TV, várias durações |
| Versões | 16:9 e 9:16 | Filme, reduções, verticais, praças, idiomas |
| Veiculação | Redes e mídia digital | TV aberta e paga, com registro e CONDECINE |
Quanto maior a campanha, mais o tempo de espera pesa. Cenas que dependem de uma luz específica, de figuração ou de um produto que chega em lote seguram a equipe inteira. Cada hora a mais de set é paga por todas as pessoas presentes, e é por isso que uma campanha grande raramente cabe em uma diária só.



Filme publicitário de 30 segundos com VFX para a Santa Clara, com a agência Escala. Entregas em 16:9 4K, 9:16, versão para WhatsApp e master de veiculação com registro na Ancine.
Ver o projeto ↗Que nível de produção um filme publicitário pede?
Filme publicitário costuma morar nos níveis 3 e 4: equipe enxuta para peças de produto e digital, produção completa para campanha, lançamento e TV. Mas a escada inteira aparece em volta de uma campanha. Os bastidores, a cobertura do lançamento e os cortes que sustentam a mídia nas semanas seguintes podem sair de níveis mais leves, desde que sigam a mesma direção.
Núcleo dedicado, calendário, fluxo de aprovação e criação humana, IA e tecnologia integradas. Para marcas que publicam o ano inteiro.
Direção, fotografia, arte, elenco, locação, pós e finalização. Para filmes de campanha e lançamentos.
Direção, câmera ou foto, som e produção. Para institucionais, depoimentos e conteúdo com acabamento de marca.
Uma pessoa no set, com roteiro, padrões de marca, direção e pós da Tangram. Para eventos, recorrência simples e volume.
Uma pessoa filma e edita. Rápido e acessível, mas sem direção, sem sistema e com risco de consistência.
É aqui que a diferença entre um videomaker solo e uma produtora fica clara. Um videomaker por conta própria entrega imagem; ele não responde pelo roteiro técnico, pelo elenco, pelos direitos nem pelo master de veiculação. Um videomaker dirigido pela Tangram pode ser a escolha certa para o conteúdo de apoio da campanha, porque trabalha com a mesma decupagem, os mesmos padrões e a mesma pós do filme principal.
- Filma e edita no mesmo dia
- Linguagem depende de quem foi
- Sem roteiro nem padrão de marca escritos
- Aprovação direto no arquivo final
- Cada entrega recomeça do zero
- A mesma pessoa no set, com pauta e decupagem
- Padrões de marca definidos antes da captação
- Direção remota ou presencial quando precisa
- Pós, cor, som e versões na Tangram
- Cada entrega entra no mesmo sistema
Por que elenco e uso de imagem mudam tanto o preço?
Porque o cachê de quem aparece no filme não é só pelo dia de trabalho: ele depende de onde, por quanto tempo e em quais meios a imagem vai circular. A Lei nº 6.533/1978, que regula a profissão de artista, manda que o contrato de trabalho em mensagens publicitárias traga o nome do produtor e do anunciante, o tempo de exploração comercial, o produto, os veículos, as praças e a duração da mensagem.
Nas mensagens publicitárias [...] constará do contrato de trabalho, obrigatoriamente [...] o tempo de exploração comercial da mensagem.
Na prática, ampliar a campanha depois — levar para outra região, estender por mais meses, colocar na TV um filme pensado para redes — costuma exigir renegociar o uso com o elenco. Decidir o plano de veiculação antes do casting evita essa conta surpresa. O mesmo vale para locução e para trilhas licenciadas, que também têm prazo e meio de uso.
Com creators e embaixadores, a lógica é a mesma, e o contrato de uso costuma ser negociado pela agência ou pelo anunciante. A Tangram não escolhe nem agencia creators: trabalha junto quando a agência convida, dirigindo set, captação e pós para que o conteúdo do creator funcione dentro da campanha. Na campanha de Piccadilly Maxi, feita com a agência Escala, Fabiana Karla foi a embaixadora do filme para o mercado interno e da websérie.
O que é a CONDECINE e quando ela entra na conta?
A CONDECINE é a Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional, recolhida à Ancine. Ela incide sobre a exploração comercial de obras audiovisuais em cada segmento de mercado — salas de exibição, vídeo doméstico, TV por assinatura, TV aberta e outros mercados — e, no caso de obras publicitárias, é devida a cada 12 meses.
| Segmento | O que abrange | Pergunta para o plano de mídia |
|---|---|---|
| TV aberta | Emissoras de sinal aberto | O filme vai para a TV aberta? Em quais praças e por quanto tempo? |
| TV por assinatura | Canais pagos | Há inserção em canais pagos? |
| Salas de exibição | Cinema | Vai passar antes das sessões? |
| Vídeo doméstico | Mercado de vídeo doméstico, em qualquer suporte | Confirme se o plano prevê esse uso. |
| Outros mercados | Segmentos não listados acima | Confirme com a Ancine ou com o jurídico quais meios do plano entram aqui. |
| Todos os segmentos | Recolhimento único que cobre os anteriores | Vale comparar quando o filme circula em vários meios. |
A tabela da Ancine também mostra quanto a origem da obra pesa: a contribuição é bem maior quando a obra brasileira é filmada no exterior, e maior ainda quando a obra publicitária é estrangeira. Os valores vigentes estão no documento oficial da Ancine, citado nas fontes.
Quem recolhe e quando depende do arranjo entre anunciante, agência e produtora. O importante é que a linha esteja prevista no orçamento de uma campanha de TV e que a renovação anual entre no planejamento, se o filme continuar no ar.
Onde dá para economizar num filme publicitário, e onde não dá?
Quando a verba não fecha, a tentação é cortar o que parece invisível, como quem economiza na fundação da casa. Só que muitas vezes o invisível é justamente o que segura a qualidade. A regra que funciona é mexer na quantidade e na logística, e preservar o que o espectador vê e ouve.
- Número de locações e deslocamentos
- Tamanho da figuração
- Número de versões e durações
- Cenas que podem virar detalhe de produto
- Trilha de biblioteca em vez de exclusiva
- Tempo de pré-produção
- Som direto
- Direção de fotografia
- Cor e finalização
- Tempo de set para o plano principal
Às vezes a melhor economia é mudar a ideia para caber na verba, em vez de encolher uma ideia grande. Um conceito que se resolve em estúdio, com poucos atores e bem iluminado, costuma render mais do que uma ideia de várias locações feita às pressas.
A IA mudou onde essa economia acontece. Na Tangram, conforme o projeto, usamos IA na pré-produção para testar caminhos visuais e montar pré-visualizações antes de reservar a diária, e na pós para gerar versões, adaptar formatos, legendar e, quando a ideia pede, criar imagens e cenas que seriam caras ou impossíveis de filmar. A direção e o critério continuam humanos; o que muda é quanto do filme já está decidido quando a equipe chega ao set.



Dois filmes de produto para a Tramontina Eletrik, de 22 e 18 segundos, cada um em 16:9 e 9:16, com captação na fábrica em Carlos Barbosa (RS) e em locação residencial. A sequência do túnel de energia, dentro do interruptor Onne, foi criada com IA na pós.
Ver o projeto ↗O que informar para receber um orçamento de filme publicitário realista?
Roteiro ou ideia, duração, número de versões, praças e meios de veiculação, período de uso, prazo de entrega e uma faixa de verba. Com isso, a produtora consegue dizer quantas diárias, quanto elenco e quanta pós o filme pede, e onde a ideia precisa de ajuste. O passo a passo está em como pedir orçamento de vídeo, e o que precisa ficar escrito depois, em contrato de produção audiovisual.
Perguntas frequentes
Quanto custa um comercial de 30 segundos?
+
Não há valor fixo: dois filmes de 30 segundos podem ter orçamentos muito diferentes. O custo depende de diárias, equipe, elenco, locações, pós e veiculação, não da duração.
Filme publicitário para internet paga CONDECINE?
+
Segundo as perguntas frequentes da Ancine (atualizadas em junho de 2026), obras publicitárias veiculadas exclusivamente em internet, redes sociais e plataformas de vídeo não precisam de registro (CRT) nem de CONDECINE. Se o plano incluir TV aberta, TV paga ou cinema, o registro e a contribuição passam a valer.
Por quanto tempo vale o uso de imagem do elenco?
+
Pelo período, praças e veículos definidos em contrato. Estender a campanha além disso costuma exigir renegociação com o elenco.
Dá para fazer um filme publicitário com IA?
+
Dá para usar IA em várias etapas: pré-visualização, versões, adaptação de formatos, legendas e até cenas geradas. O filme continua precisando de direção, critério de marca e cuidado com direitos e com a rotulagem exigida pelas plataformas.
Fontes
- ANCINE — Valores da CONDECINE para obras publicitárias (Portaria Interministerial nº 835/2015) · 27.09.2026
- ANCINE — Recolhimento da CONDECINE · 15.05.2023
- ANCINE — Registro de obras publicitárias: perguntas frequentes (atualizado em 24/06/2026) · 27.09.2026
- Planalto — Lei nº 6.533/1978 (profissões de artista e técnico em espetáculos) · 27.09.2026
- IAB — Nearly 90% of Advertisers will Use Gen AI to Build Video Ads (2025 Digital Video Ad Spend & Strategy, parte 2) · 15.07.2025



