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Criação, produção e operação.
Explicativo

Google Ads agora gera versões dos seus vídeos com IA: o que muda para quem produz

Em agosto, o Google passou a usar IA generativa para criar os formatos que faltam nos vídeos de Performance Max. Nós também usamos IA para versionar — com direção. O que muda é quem decide o recorte.

Uma tela de vídeo vertical inflável, verde-lima, com um grande botão de play creme, sobre azul-cobalto.

Resposta curta

Em agosto de 2026, o Google avisou anunciantes que passaria a usar IA generativa para criar os formatos que faltam nos vídeos de Performance Max, estendendo a imagem para vertical e quadrado. Isso se soma às melhorias automáticas que já cortavam duração e mudavam formato. Para quem produz, o vídeo precisa nascer pronto para variar: ação no centro, texto separado e versões nativas entregues.

Em resumo

  • O Google passou a estender com IA generativa vídeos de Performance Max para os formatos que faltam.
  • As melhorias de vídeo vêm ligadas por padrão e podem ser desligadas por campanha.
  • IA para versionar é ótima; o risco é ela decidir sozinha, sem saber o que é essencial no filme.
  • Entregar versões nativas e material limpo é a melhor forma de controlar a variação.

O que o Google anunciou sobre IA generativa em vídeo?

Em meados de agosto de 2026, anunciantes receberam um aviso do Google Ads: os vídeos já em veiculação em campanhas de Performance Max passariam por uma nova otimização de recursos que usa IA generativa para gerar os formatos que estão faltando. Na prática, se a marca subiu apenas um vídeo horizontal, a plataforma pode criar versões vertical e quadrada, estendendo a imagem para além do quadro original. Quem não quisesse a mudança podia pedir para ficar de fora, pelo time de conta ou por formulário, até 4 de setembro.

Poucos dias depois, em 27 de agosto, o Google anunciou no seu blog de anúncios que a criação de vídeo multimodal no Asset Studio estava disponível de forma geral, dentro das novidades de Demand Gen: um fluxo que vai do storyboard aos vídeos horizontais e verticais dentro da própria plataforma.

  1. 17–19/08/2026Aviso aos anunciantes

    Performance Max passa a gerar com IA os formatos de vídeo que faltam.

  2. 27/08/2026Demand Gen Drop

    Criação de vídeo multimodal no Asset Studio sai do teste e fica disponível de forma geral.

  3. 04/09/2026Prazo de opt-out

    Último dia para pedir para ficar de fora da nova otimização.

Agosto de 2026 no Google Ads. Fontes: Dataconomy (18/08), PPC News Feed (19/08) e Google (27/08).

O que a plataforma pode fazer com o seu vídeo?

A novidade de agosto amplia algo que já existia: as chamadas melhorias de vídeo. Segundo a central de ajuda do Google Ads, elas vêm ativadas por padrão e podem ser desligadas nas configurações da campanha. É como deixar que alguém que nunca viu a marca corte o seu vídeo.

Melhorias de vídeo do Google Ads, segundo a central de ajuda (consultada em 27/09/2026)
MelhoriaO que fazOnde está disponível
ProporçãoVira ou estende o vídeo para 16:9, 1:1 e 9:16; um dos modelos usa IA generativa para estender a imagemPerformance Max, Video views, Video reach, App
DuraçãoO Gemini escolhe momentos-chave e cria versões mais curtasPerformance Max e App
LocuçãoTransforma textos do anúncio em narraçãoSó para contas e recursos em inglês

Nada disso é ruim em si. Na Tangram, quando faz sentido, também usamos IA para acelerar versões — reenquadramento, extensão de cenário, cortes curtos —, porque fazer à mão 150 versões do mesmo vídeo é um trabalho enorme. A diferença está em quem decide. Na produção, cada versão gerada passa por alguém que conhece a marca e o filme. Na plataforma, o recorte é decidido por um sistema que não conhece nenhum dos dois.

O que a máquina não entende num filme publicitário?

O sistema segue critérios automáticos para decidir o que preservar em cada formato, como quem recorta a foto de uma marca sem ter visto o manual. Ele não sabe que o produto precisa aparecer inteiro, que a expressão da atriz naquele segundo é a piada, ou que o lettering da assinatura tem uma área de proteção definida no manual da marca.

16:9 · original
1:1 · recorte
4:5 · recorte
9:16 · recorte
Marca fictícia. O mesmo plano horizontal recortado ao centro: a corredora está no meio e sobrevive; a rua e o contexto das laterais somem. Se o produto estivesse na borda, sumiria junto.

Estender a imagem traz um problema a mais: o que aparece nas bordas foi inventado. Num fundo de céu, tudo bem. Numa gôndola, numa cozinha com produtos da marca ou numa rua com placas, a extensão pode criar embalagens, textos e objetos que nunca estiveram no set — os mesmos riscos de qualquer imagem gerada.

O que é um vídeo pronto para variação?

É o filme pensado desde a decupagem para existir em vários formatos e durações. Não é novidade para quem já planeja desdobramento de campanha; o que muda é que agora, se a produção não fizer as versões, a plataforma faz do jeito dela.

  1. 01Planejar formatos

    Lista de proporções e durações no briefing.

  2. 02Decupar com área segura

    Ação e produto no centro; espaço para o vertical.

  3. 03Filmar cobertura

    Planos pensados para o 9:16, não só recortes.

  4. 04Finalizar versões

    16:9, 1:1, 4:5 e 9:16 nativos, com cortes curtos.

  5. 05Revisar a plataforma

    Conferir o que foi gerado e desligar o que não serve.

Um vídeo pronto para variação começa na decupagem e termina na revisão do que a plataforma gerou.

Na edição, isso significa manter lettering e legendas em camadas separadas, finalizar uma versão sem texto e montar cortes curtos que se sustentam sozinhos, com a marca aparecendo cedo. Cada peça que a produção entrega pronta é uma peça que a plataforma não precisa adivinhar.

Duas amigas riem e tomam café em uma cozinha, com a cafeteira percoladora de inox sobre o fogão e um pão na tábua.Fatias de carne assada, rosadas por dentro, sobre a tábua de madeira, com as mãos do cozinheiro ao fundo.Café da manhã ao ar livre com potes Mix Color, xícaras e morangos; um homem ri à mesa.
Na prática · TramontinaUtilidades Domésticas 2026

Utilidades Domésticas da Tramontina: 80 conteúdos entregues, desdobrados em mais de 150 vídeos em formatos para redes e e-commerce e centenas de fotografias still.

Ver o projeto ↗

É a lógica de Utilidades Domésticas 2026, da Tramontina: um vídeo curto de apetite para cada produto, desdobrado em formatos para redes e e-commerce. Quando o pacote chega assim, sobra pouco para a plataforma inventar.

Que material entregar para uma plataforma que gera variações?

Deixar a plataforma adivinhar
  • Um só vídeo horizontal com texto aplicado
  • Duração única de 30 segundos
  • Marca só no último segundo
  • Recortes e extensões feitos pelo sistema
Entregar pronto para variar
  • Versões nativas 16:9, 1:1, 4:5 e 9:16
  • Cortes de 6, 15 e 30 segundos
  • Versão limpa, sem lettering, e textos à parte
  • Marca e produto visíveis nos primeiros segundos
O mesmo investimento de mídia, dois pontos de partida. Quanto mais pronto o pacote, menos a IA precisa inventar.

É como a camiseta de marca que serve em qualquer lugar: parece de todo mundo e de ninguém. O pacote precisa ter personalidade mesmo sendo versátil. Um material genérico demais funciona em qualquer formato e não parece de marca nenhuma. O equilíbrio é o mesmo de sempre: cor, forma e tom da marca em cada versão, com a flexibilidade de caber em várias telas.

Vale deixar as melhorias automáticas ligadas?

Não há resposta única. Para campanhas de performance com muitas variações e vida curta, a extensão automática pode ampliar o alcance sem custo de produção. Para filmes de marca, lançamentos e peças com produto regulado ou elenco com contrato de imagem, faz sentido desligar e entregar as versões prontas.

E não é só o Google. O TikTok levou o modelo de vídeo Seedance 2.0 para o Symphony, sua suíte de criação para anunciantes, em maio de 2026; a Meta disse a investidores, em julho, que mais de 9 milhões de pequenas empresas já usam ao menos uma de suas ferramentas de criativo com IA. A variação automática virou padrão de mercado.

O ponto é que alguém precisa olhar. O time de mídia costuma estar mais perto da plataforma do que da produção; a conversa entre os dois tem que incluir o que a plataforma está gerando a partir do filme. Uma revisão periódica das versões automáticas, com os mesmos critérios de qualquer peça — o checklist de peças com IA serve aqui —, evita que um recorte ruim rode por semanas.

Se a produção não entrega as versões, a plataforma entrega. Do jeito dela.

Perguntas frequentes

O Google Ads altera meus vídeos sem pedir?

As melhorias de vídeo do Google Ads vêm ativadas por padrão e podem criar versões em outros formatos e durações. Elas podem ser desligadas nas configurações da campanha.

O que é a nova otimização generativa de vídeo do Performance Max?

É um recurso anunciado em agosto de 2026 que usa IA generativa para criar os formatos de vídeo que faltam, estendendo a imagem de um vídeo horizontal para vertical e quadrado.

Preciso entregar vídeos verticais se o Google cria as versões?

É recomendável. Versões nativas, pensadas na decupagem, preservam produto, texto e expressão; versões automáticas recortam ou inventam imagem nas bordas.

A locução automática do Google Ads funciona em português?

Segundo a central de ajuda do Google Ads consultada em 27/09/2026, a locução automática está disponível apenas para contas e recursos em inglês.

Fontes

  1. Dataconomy — Google adiciona otimização generativa de IA para anúncios em vídeo · 18.08.2026
  2. PPC News Feed — Performance Max adds AI generated video aspect ratios · 19.08.2026
  3. Google — Reach your audience in new ways with August’s Demand Gen Drop · 27.08.2026
  4. Google Ads Help — About video enhancements (consultado em 27/09/2026) · 27.09.2026
  5. TikTok Newsroom — TikTok World ’26: AI-powered innovations (Symphony com Seedance 2.0) · 13.05.2026
  6. Meta — Second Quarter 2026 Results Conference Call (transcrição, 29/07/2026) · 29.07.2026
Quem escreveRedação Tangram · Journal

Criação, produção e operação de conteúdo para marcas e agências: criação humana, IA e tecnologia no mesmo sistema. São Paulo e Rio Grande do Sul.

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