01 / O ponto de partidaUm projeto que muita gente achava público
O Coração Cidadão nasceu em 2002, pela Fundação Todeschini, com duas oficinas: balé e teatro. Em poucos meses já havia mais de 300 crianças inscritas. Duas décadas depois, são 19 oficinas, 500 vagas por ano e mais de 2.800 jovens atendidos, com dança, música, teatro, capoeira e acompanhamento pedagógico e psicológico.
Para a celebração dos 20 anos, em outubro de 2023, o projeto queria um filme que abrisse o evento e depois virasse o seu vídeo principal. Havia também uma questão de clareza: por ser gratuito e voltado à comunidade, o projeto costuma ser confundido com um programa público. O filme precisava mostrar, com delicadeza, quem sustenta essa história.
02 / A escolhaSem locutor, só vozes de dentro
O roteiro trocou a narração institucional por depoimentos. Alunas falam do que sentem ao dançar, um aluno conta a liberdade de tocar saxofone, mães descrevem o apoio pedagógico, o transporte, a alimentação e o uniforme, e um ex-aluno lembra o que levou dali para a vida. A história do projeto fica com Paulo Farina, diretor das empresas Todeschini e coordenador do Coração Cidadão, e com Virgínia Farina, presidente das empresas e idealizadora do Núcleo Orquestração, criado em 2012.
Entre as falas, o filme passeia pelas oficinas: pés em sapatilhas sob a luz da janela, uma aula de saxofone, o berimbau da capoeira, coro, flauta, bateria, crianças fazendo lição com as educadoras. Cartelas com os números do projeto e a assinatura de patrocínio e realização encerram a peça, respondendo de forma direta à pergunta sobre quem está por trás de tudo isso.
A lista de oficinas que fecha o filme dá a medida do projeto: balé, jazz, danças orientais e urbanas, capoeira, teatro, banda de latas e aulas de violão, ukulele, baixo, guitarra, violino, trompete, saxofone, teclado, bateria, flauta transversal e flauta doce.