01 / O ponto de partidaTocando em frente, desde 1993
O Sertões nasceu em 1993, criado por Dionísio Malheiro com a ideia de seguir o Rio São Francisco. Em 2025, a prova voltou a margear o rio e ganhou um mote afetivo: volta às raízes. O filme partiu de uma pergunta simples: o que muda e o que permanece quando uma prova passa de uma geração para a outra?
A resposta é um documentário sobre convivência. De um lado, pilotos que moldaram o rally em tempos de improviso e superação; de outro, competidores que chegam com telemetria, equipe e mídia. Sem julgar nenhum dos dois lados, a ideia central era mostrar que o Sertões mudou, mas a alma segue intacta.
02 / Na estradaOito etapas, câmera ligada o tempo todo
Uma equipe de nove pessoas cobriu as oito etapas da prova, entre 26 de julho e 3 de agosto de 2025, de Goiânia (GO) a Marechal Deodoro (AL): 3.482 km de percurso. Antes da largada, os personagens foram gravados em suas cidades, em São Paulo e Minas Gerais, para que o público chegasse ao rally já conhecendo quem estava ali.
As diretrizes de filmagem pediam realismo: luz natural, câmera na mão como linguagem principal, gimbal nas cenas de ação e tripé só para as entrevistas. Cada etapa foi tratada como um microdrama, com quebras mecânicas, decisões de estratégia, noites de oficina e o desgaste da etapa maratona, entre Bom Jesus da Lapa e Xique-Xique, na Bahia. Drones registraram as vilas montadas em cada cidade-sede, e a segurança vinha antes de qualquer plano: nenhuma imagem valia um ângulo arriscado.