01 / O ponto de partidaAbrir a visita mais importante da casa
Em 2025, o board global da BAT viria a Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, conhecer de perto o Sistema Integrado de produção de tabaco — o modelo criado em 1918 que conecta a companhia diretamente aos produtores do Sul do Brasil. Antes da visita guiada ao campo e à operação, a comitiva entraria numa sala de projeção imersiva. O pedido era claro: um filme que recebesse esse público com brilho, atenção plena e impacto, contando passado, presente e futuro em poucos minutos.
O briefing trazia dois protagonistas históricos — o produtor e o orientador agrícola — atravessando gerações, a entrada das mulheres como orientadoras e produtoras, e uma visão de futuro baseada em dados. Tudo precisava caber numa experiência de 3 a 6 minutos, pensada para uma tela maior que qualquer televisão e para um público que estaria ali só para assistir.
02 / A ideiaQuem conta a história é a planta
A Tangram escreveu o filme em primeira pessoa. Quem fala é o próprio tabaco, que agradece a presença do público, apresenta-se e convida a sala para uma jornada contada pelos seus olhos. A escolha transforma uma cronologia corporativa em narrativa: a planta viu os produtores chegarem, viu a tecnologia mudar o plantio e a cura, viu a floresta nativa ganhar prioridade e agora olha para frente. Como diz o texto, cem anos não deram apenas raízes fortes, deram visão de futuro.
A estrutura segue três atos. No passado, fotografias de arquivo e cartelas de linha do tempo marcam 1903, 1914 e 1918. No presente, o campo real: canteiros em bandejas, transplantadoras, estufas de cura, orientadoras e produtores lado a lado, laboratórios de melhoramento genético. No futuro, satélites, dados e previsão de safra fecham o arco.